Faixa a Faixa: Andro Baudelaire comenta o EP "Guitarrada Cyberpunk Caribenha"

Criado em madrugadas insones de isolamento e lançado na última sexta feira (03/07), o novo trabalho de Andro passeia pelas fronteiras da guitarrada.

No início do ano, Andro ainda não sabia, mas na primeira sexta feira de julho (03/07) ele lançaria um EP chamado “Guitarrada Cyberpunk Caribenha”. Começo o texto assim porque as músicas que formam o seu mais novo trabalho são frutos de experiências sonoras realizadas por Andro durante os primeiros meses de isolamento social e possuem as marcas das ansiedades e esperanças deste período. 

O EP, lançado pelo selo Urtiga, já está disponível em todas as plataformas digitais e podes soltar o play agora mesmo pra acompanhar com os comentários do Andro! Lá vai:

1 – PETIT TOUJOUR (GUITARRADA CYBERPUNK)

Uma canção sobre escuridão. Se vc fechar bem seus olhos pode até estar planando vendo a terra de cima, dependendo da quantidade maconha e Zolpidem que você ingeriu. Em meio a isso temos guitarrada misturada num baixo do Tame Impala mas que poderia ser dos Beatles ou do Queens of the stone age. No final a guitarrada brilha como a musa em meio a esse tapete preto cheio de cabos de energia solto.  Enquanto o astronauta continua a observar a terra azul do alto mais alto que um balão de Hélio muito cheio.

2 –  ED. MARGARIDA (DEPOIS QUE O COVID PASSAR)

Ed. Margarida é fácil assim ser a favorita. Tem uma guitarrada marcante que, apesar de parecida, são diferentes nas três vezes que repete. A cada vez que o verso entra ele fica maior, maior e maior. Acrescento mais letras. Assim como o Hitchcock colocava degraus a mais para causar mais tensão e suspense eu aumento o verso pra ele chegar um pouco depois sobre a esperança que a música quer passar. Apenas passei lá na frente e vi a vida inteira casado lá dentro . Continuo achando que seria um bom lugar para podermos nos casar.

3 –  AMNÉSIA DE TRISTEZA (ft. Malu Guedelha)

A música já começa magnânima com a participação especial da cantora e compositora Malu Guedelha. Nunca achei que amnésia poderia ser algo bom mas ter um amnésia de triste poderia vir a calhar, certo?  Brilho de um mente sem lembranças. Precisamos às vezes esquecer apenas? Ou precisamos viver tudo e sofrer tudo parar realmente te passarmos para o próximo cenário?

4- PARA JOÃO GILBERTO (E PARA VOCÊ TAMBÉM)

Estava ouvindo mto João Gilberto. Queria acordar cedo pra começar a tristeza desde cedo. A frase onde é dito que a garota em questão nunca tinha sido deixada ir tão longe assim quer dizer que na verdade deixei colocar um vibrador no meu cu. E, ela falou que nunca tinha deixado chegar tão longe. De uma forma geral a música fala sobre como eu queria que falássemos da nossa cidade. Fiz uma comparação com “Corcovado” mas troquei os versos e disse “da janela vejo o ver o peso e do outro lado ao céu vejo Manoel Pinto da Silva” quero falar mais de Belém, me infiltrar mais. Aqui é um dos lugares mais ricos dessa dimensão.

5 – PARA NARA LEÃO (DEPOIS QUE O COVID PASSAR)

Essa é uma canção triste. De aprendizado talvez. Alguém meteu um chifre e depois levou um chifre de quem antes tinha levado. Será q essa seria a base da questão? Acho que no final das contas as pessoas podem nos surpreender. Essa é a moral.  Sobre como é difícil terminar uma relação onde não existe mais nada. Ou como é difícil terminar um relacionamento abusivo mesmo isso estando destruindo seu psicológico. Acho que esses são os pontos principais. 

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Isa é jornalista e gerente de distribuição do selo Urtiga.

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